A alta demanda por interesse dos estudantes atrasou o início da palestra da ONG TETO, parte da programação do primeiro dia da X Jornada de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Estácio, de Ribeirão Preto.

TETO é uma organização que busca superar a pobreza em que vivem milhões de pessoas nas comunidades precárias, por meio do engajamento comunitário e da mobilização de jovens voluntários e voluntárias para gerar soluções concretas para melhorar as condições de vida no local.

No vídeo de apresentação, é mostrado a ONG em ação construindo uma casa de emergência para uma senhora que vivia em um barraco na comunidade D2, em Osasco. Antes mesmo de iniciar a fala, os palestrantes conseguiram emocionar os alunos presentes, que mostravam os braços arrepiados aos colegas do lado.

“Nossa visão é fazer uma sociedade justa, igualitária, integrada e sem pobreza”, diz Taís. A pobreza é uma coisa multifacetada. “Não é somente ausência de dinheiro. É ausência de direitos, principalmente moradias”, comenta. Se a moradia não atinge a todos, isso se torna um privilégio.

Por conta disso, os privilegiados, segundo Taís, devem fazer algo a respeito. A ONG, com ajuda de voluntários, principalmente universitários, tenta solucionar a questão de habitat e moradia por meio da construção, dando também ferramentas para comunidade conseguir se desenvolver sozinha.

Em Ribeirão Preto a ONG planeja iniciar as construções em novembro, junto com a instalação de uma sede. Na cidade, existem cerca de 70 comunidades e, de acordo com Tais Stradiotto Papa, é um local estratégico pela quantidade de grandes empresas que podem colaborar financeiramente com o projeto.

Além disso, a demanda das comunidades ribeirãopretanas são altas. “Aqui tem o perfil do trabalho do TETO. Favelas dentro de favelas, situação de vulnerabilidade extrema. Não são apenas bairros pobres ou precários”, coloca Tais. E também a grande oferta de voluntários. No Brasil todo, o TETO conta com cerca de 3500 moradias, com mais de 55 mil voluntários.