Por definição, um dos significados de feminismo, na acepção do dicionário, nos diz que a palavra remete ao “movimento que combate a desigualdade de direitos entre mulheres e homens”[1].

 

Vale reforçar que o feminismo não combate o sexo masculino, mas sim o machismo – opinião ou atitudes que discriminam ou recusam a ideia de igualdade dos direitos entre homens e mulheres – além da definição presente no dicionário, o machismo cria uma hierarquia social com base nos gêneros.

 

O início e as Ondas

 

No Ocidente, o Feminismo iniciou-se a partir do século XIX, reivindicando os mesmos direitos dados ao homem, para as mulheres.

A Primeira Onda, conhecida como sufragismo, é a luta pelo direito de as mulheres votarem.

A Segunda Onda – 1960 – é marcada pelas ideias, debates e questionamentos levantados por pensadoras feministas e ativistas.

A Terceira Onda, iniciada no ano de 1990, designada como pós-estruturalista, deixa de lado uma utopia das vivências das mulheres brancas e da classe média,  preocupando-se em olhar todas as mulheres, pela crença de diferença no próprio sexo.“ (LOURO, 2003; MEYER, 2013).

 

Nossa homenagem

 

Em 2019, durante a disciplina Teoria da Comunicação, as alunas do curso de Publicidade e Propaganda da Estácio Ellen M. Solazzo, Jaqueline L. De Oliveira e Larissa G. Colombo produziram um paper com o tema: As Mulheres heroínas na contemporaneidade: do fictício ao real, relacionando personalidades feministas importantes no mundo real e no cinema.

Uma das personalidades do mundo real citadas no paper é Marielle Franco, assassinada em março de 2019. Ela foi eleita vereadora do Rio de Janeiro com mais de 46 mil votos. Criou diversos projetos que ajudam a vida das mulheres, como o “Assédio Não É Passageiro”, que consiste em informar a importância de denunciar o assédio sexual às mulheres no transporte público, e o projeto “Casa de Parto”, que realiza partos com desfechos favoráveis à saúde da mulher.

 

Convite a se aprofundar no assunto

 

Nos meses de fevereiro, março e abril, o clube do livro do SESC de Ribeirão Preto em parceria com o Observatório do Machismo traz como tema “A desnaturalização do machismo”, com a presença do Prof. Dr. Hélio Hintze no papel de mediador das discussões sobre o assunto.

 

O primeiro encontro abordou o livro “A dominação masculina – a condição feminina e a violência simbólica” de Pierre Bourdieu (1998). Os assuntos discutidos foram: naturalização como procedimento sociológico, perpetuação de ideias sociais como sendo dados na natureza e as consequências disso, como, a dificuldade da crítica a tais ideias.

 

O segundo encontro acontece no dia 21 de março (sábado), às 16h, e abordará o livro “O que é um homem? – Psicanálise e história da masculinidade no Ocidente” de Pedro Ambra. A atividade será na Biblioteca (ambiente ideal para um debate saudável) e são 30 lugares, por ordem de chegada.

 

 

O terceiro encontro ainda não teve sua data divulgada no site, mas o livro abordado será o “O homem subjugado: O dilema das masculinidades no mundo contemporâneo” de Malvina E. Muszkat.

 

Não há necessidade de ter participado dos encontros anteriores e mesmo que não seja possível sua presença  no encontro, os livros estão disponíveis em PDF e conhecimento é liberdade.

 

 

*Júlia é aluna do curso de Publicidade e Propaganda da Estácio de Ribeirão Preto e integrante do NUCOM.

[1] Fonte: https://www.dicio.com.br/