No dia 7 de novembro a Jornada Jurídica do curdo de Direito da Estácio deu voz a um importante debate sobre os dois anos da reforma trabalhista. Abordando aspectos jurídicos e sociais, o tema também deu oportunidade para uma grande conversa sobre a violência contra a mulher e suas dificuldades no mercado de trabalho, envolvendo amplamente alunos, professores e participantes da banca.
Segundo Perla Müller, a coordenadora do curso de Direito, a ideia era trazer autoridades engajadas na defesa da ordem jurídica vigente e no direito dos trabalhadores para relatar se de fato as promessas da reforma foram cumpridas, servindo como uma prestação de contas à sociedade.
 
A banca foi protagonizada pelas professoras Fabiana Zacarias, Márcia Sampaio e Perla Müller que apresentaram pesquisas, históricos, propostas de solução e inclusive relatos de pessoas que lidaram com violência doméstica e sentiram-se confortáveis em se abrir no ambiente. O parecer sobre a reforma trabalhista ficou principalmente a cargo do Juiz do Trabalho Paulo Henrique Coiado Martinez, dando sua visão sobre os dois anos da lei de n° 13467 de 2017, que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
 
De modo geral, os participantes da banca avaliaram como muito positiva a participação dos alunos, possibilitando uma conversa descentralizada e democrática. A coordenadora do curso avaliou ainda que o mais importante ainda é que “as mulheres devem, entre elas, criar laços de companheirismo, de sororidade porque se até uma mulher cis branca heteronormativa dentro dos padrões de beleza impostos pela sociedade ainda é vítima de violência, imagine agora mulheres sem escolaridade, negras ou fora de outros padrões. Isso amplia a violência. Acredito que este seja o momento para que nós estimulemos esta rede de companheirismo entre mulheres para que se protejam”.
A Jornada Jurídica de Direito da Estácio aconteceu entre os dias 5, 6 e 7 de novembro.